Janja revela assédio sexual desde 2023 e recebe apoio de ministras e parlamentares

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, declarou ter sofrido assédio sexual duas vezes desde janeiro de 2023, durante participação no programa Sem Censura da TV Brasil, na terça-feira, 3 de março de 2026.

Janja afirmou que, mesmo com segurança e acompanhamento, foi vítima de assédio, questionando a segurança das mulheres em diversos ambientes. “Está insuportável para nós mulheres. Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados, mesmo assim fui assediada… imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em nenhum lugar”, disse.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que também sofreu assédio, manifestou solidariedade à primeira-dama. “Janja acaba de revelar, no Sem Censura, que foi assediada duas vezes, já como primeira-dama. Eu também fui assediada, já como ministra, no meu local de trabalho. Não estamos seguras em nenhum local, mas também não estamos caladas. Vamos falar e lutar até que essa tragédia tenha fim. Minha solidariedade à Janja e a todas mulheres que passam por isso em nossas vidas”, postou.

A ministra Sonia Guajajara (Povos Indígenas) também se manifestou, ressaltando o medo do assédio como uma constante na vida das mulheres e a necessidade de uma mudança de mentalidade.

Parlamentares como a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e a deputada estadual Renata Souza (PSOL) também prestaram solidariedade, destacando o assédio como um problema estrutural e uma epidemia de feminicídios em curso.

Em contrapartida, o vereador paulistano Rubinho Nunes (União Brasil) questionou a ausência de denúncia dos episódios por parte da primeira-dama, solicitando que ela informasse os nomes dos assediadores.

Críticos à primeira-dama nas redes sociais também questionaram a falta de denúncia, em um contexto de campanhas para incentivar mulheres a denunciarem casos de assédio. O crime de feminicídio aumentou em 2025, com 1.570 casos, em comparação com os 1.464 de 2024. A legislação endureceu a pena para esse crime, com prisão de 20 a 40 anos.

“summary”: [“Primeira-dama Janja relata ter sofrido assédio desde 2023.

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