Bloqueio de internet no Irã ultrapassa 100 horas em meio a conflito com EUA e Israel

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O bloqueio da internet no Irã ultrapassou a marca de cem horas, conforme reportado pela organização de vigilância em cibersegurança NetBlocks, enquanto o conflito regional se intensifica e se encontra em seu quinto dia. A NetBlocks afirmou que “as métricas mostram que a conectividade da internet está estagnada em 1% dos níveis normais”.

Bloqueios de internet são uma tática frequente do regime iraniano, com um período anterior de inatividade registrado em janeiro, durante várias semanas, em meio a protestos antigovernamentais. Esses bloqueios dificultam o fluxo de informações do Irã para o mundo exterior.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O Irã retaliou com ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou a morte de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em decorrência dos ataques.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, afirmando que, caso ocorram, os atingiria com uma “força nunca antes vista”.

As agressões entre as partes continuam neste domingo. Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio estão reagindo aos ataques do Irã.

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