Prints de conversas divulgados pelos advogados da família da policial militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, revelam que o tenente-coronel Geraldo Neto, marido da vítima, dizia ter acesso às redes sociais da esposa. Nas mensagens, o tenente-coronel questiona um outro homem sobre o motivo pelo qual ele estaria conversando com Gisele.
Segundo os prints, o tenente-coronel enviou mensagens como “Então meu amigo, se orienta blz!”, e repreendeu o homem ao dizer que não era para ficarem com conversas sobre qualquer assunto. O homem tentou justificar o contato, alegando ser primo de Gisele e que se conheciam há cerca de 15 anos.
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um ferimento de arma de fogo na cabeça no dia 18 de janeiro em seu apartamento no bairro do Brás, na capital paulista. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas a Polícia Civil investiga como morte suspeita. O tenente-coronel Geraldo Neto, principal alvo das apurações, pediu afastamento de suas funções na corporação na última terça-feira (3).
A investigação foi alterada após denúncias de que Gisele vivia um relacionamento conturbado e abusivo com Geraldo, que impunha severas restrições à filha, proibindo-a de usar batom, salto alto e perfume, além de exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas. A mãe da vítima, Marinalva Vieira Alves, relatou que Geraldo também a pressionava psicologicamente, incluindo chantagem emocional, e que a ameaçou com uma arma para que ela desistisse do término.
Dias antes da morte, Gisele ligou para o pai, chorando e afirmando que não aguentava mais a pressão, pedindo para ser buscada em casa. Ela mudou de ideia logo em seguida, alegando que o casal estava conversando sobre a separação.
Geraldo relatou que conheceu Gisele em 2021, o relacionamento se iniciou em 2023 e o casamento foi oficializado em 2024. Ele afirma que os conflitos se intensificaram após sua transferência para o 49º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano) e que foi alvo de retaliações e denúncias anônimas à Corregedoria. Ele alega que imagens suas teriam sido adulteradas com inteligência artificial, gerando brigas motivadas por ciúmes.
Na manhã do dia 18, Geraldo afirma ter ido ao quarto de Gisele para comunicar o fim do casamento. Segundo o relato, Gisele reagiu de forma exaltada, o expulsando do local e batendo a porta. Ele afirma ter ouvido um disparo cerca de um minuto depois e encontrado a vítima caída no chão, segurando a arma. Geraldo acionou o resgate e a Polícia Militar, além de telefonar para um amigo desembargador.
A Polícia Civil realizou a reconstituição do crime no apartamento do casal na última segunda-feira (2). A equipe apreendeu uma pistola calibre .40, munições, carregadores, três celulares e a bermuda que o policial vestia antes de tomar banho, que passará por perícia. A Secretaria de Segurança Pública informou que a investigação prossegue e aguarda a conclusão dos laudos periciais.
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