STF afasta prefeito de Macapá e apura organização criminosa em obra hospitalar

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (PSD), e seu vice foram afastados de seus cargos nesta quarta-feira (4) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência da Operação Paroxismo da Polícia Federal. A ação investiga suspeitas de fraudes na construção do Hospital Geral do município.

Em sua decisão, o ministro do STF, Flávio Dino, afirmou que a Polícia Federal colheu “indícios da existência de uma organização criminosa” na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (SEMSA) e na empresa SANTA RITA ENGENHARIA LTDA. A empresa possui CNPJ nº 83.308.593/0001-85.

“A autoridade policial afirma ter colhido indícios da existência de uma organização criminosa em ação na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (SEMSA) e na empresa SANTA RITA ENGENHARIA LTDA. (CNPJ nº 83.308.593/0001-85), cujas atividades visariam ao direcionamento da contratação desta pessoa jurídica de direito privado para construção do Hospital Geral de Macapá, com valor global de R$ 69.354.218,41”, detalha a decisão ministerial.

Segundo o documento do STF, achados do Relatório de Avaliação da Controladoria-Geral da União (CGU) revelam que “o município de Macapá/AP teria recebido o montante de R$ 128.902.734,83 em transferências especiais entre os anos de 2020 a 2024”.

Nesta quarta-feira, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), expedidos pela Suprema Corte. O STF determinou o afastamento dos servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

A investigação contra o prefeito já havia sido revelada em janeiro, com informações sobre saques em agências bancárias realizados pelo motorista de Dr. Furlan.

“summary”: [“Prefeito e vice de Macapá afastados por ordem do STF

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