Médico relata perda de 47 kg e explica que obesidade é doença, não falta de vontade

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O médico Rafael Rivas Pasco, 47 anos, relata sua jornada de perda de 47 kg, explicando que o processo começou após ele perceber que o problema não era falta de disciplina, mas sim a obesidade como uma condição fisiológica alterada. Durante anos, o médico lutou para controlar o peso, pesando chegou a 126 quilos, mas foi quando a obesidade começou a afetar sua energia e clareza mental que ele compreendeu a gravidade da situação.

“A obesidade não é vaidade. É fisiologia alterada”, afirmou o médico. O ponto de virada ocorreu aos 33 anos, quando ele percebeu a necessidade de tratar a obesidade como uma doença para recuperar longevidade e performance. Ele passou cerca de três a quatro anos em tratamento estruturado, adotando uma abordagem estratégica e constante.

Pasco explica que a resistência em reconhecer a obesidade como doença é um problema, associando-a à falta de vontade ou fraqueza moral. “Não tem fim. Tem controle”, disse. Ele ressalta que o corpo reage a tentativas de perda de peso drástica, reduzindo o metabolismo e aumentando a fome. Medicamentos como os análogos de GLP-1 podem ser ferramentas importantes para reduzir a fome e melhorar o controle glicêmico, mas são mais eficazes quando combinados com uma estratégia nutricional estruturada, exercício físico e uma mentalidade de longo prazo.

“Obesidade não é projeto de verão. É manejo crônico”, enfatiza o médico. O manejo sustentável da obesidade se baseia em estratégia nutricional, exercício físico inteligente, terapia farmacológica quando indicada e uma mentalidade de longo prazo. Segundo ele, a medicação isolada não resolve, e o tratamento contínuo é essencial para controlar a condição.

Atualmente, o médico pesa 79 quilos e garante que não houve milagre, mas sim estratégia, ajuste de rota e acompanhamento. Ele afirma não ter “curado” a obesidade, mas sim controlá-la, o que lhe permite energia, saúde e coerência entre o que ensina e o que pratica. “Obesidade não é falha moral. É doença crônica. E existe tratamento”, conclui.

O médico do esporte Rafael Rivas Pasco (CRM/SC 15495 | RQE 15008), membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e da Brazil Health, relata sua experiência para alertar sobre a importância de abordar a obesidade como uma doença crônica que exige manejo contínuo, e não apenas força de vontade.

“summary”: [“Médico relata perda de 47 kg após enfrentar resistência insulínica.

Compartilhe esta notícia