Setor de serviços do Brasil acelera em fevereiro impulsionado pela demanda, aponta PMI

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A atividade de serviços no Brasil apresentou aceleração em fevereiro, impulsionada pela recuperação da demanda. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgou nesta quarta-feira, 4 de março, que o setor registrou a criação de vagas de trabalho após perdas no início de 2026.

O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, marcou 53,1 em fevereiro, em comparação com 51,3 em janeiro, mantendo-se em território de expansão pelo quarto mês consecutivo. A marca de 50 separa crescimento de contração. O aumento foi resultado das condições mais favoráveis de demanda e da quarta expansão mensal consecutiva nos volumes de novos pedidos.

Com o aumento da demanda, o emprego no setor de serviços voltou a crescer em fevereiro, revertendo a primeira queda em cinco meses registrada em janeiro. Apesar do aumento dos custos de insumos, que recuou para o menor nível em dois anos, os preços cobrados pelos serviços foram os mais elevados em três meses.

“Embora as empresas de serviços tenham relatado uma notável redução nas pressões sobre os custos, os consumidores continuaram enfrentando preços mais altos, pois as empresas permaneceram no processo de recuperação dos aumentos elevados nas despesas acumuladas ao longo do ano passado”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Os prestadores de serviços demonstraram confiança em relação aos próximos 12 meses, com expectativa de que publicidade, mudanças na legislação, investimentos, novas ofertas e a Copa do Mundo sustentem o crescimento da atividade.

O PMI Composto do Brasil, amplamente favorecido pela recuperação na atividade de serviços, subiu a 51,3 em fevereiro, em comparação com 49,9 em janeiro. No entanto, o setor industrial brasileiro registrou retração pela décima vez consecutiva no mês.

“Embora a economia de serviços tenha dado um impulso vital à atividade do setor privado em fevereiro, ela também foi a principal fonte de pressões inflacionárias. A recuperação após a queda de janeiro é encorajadora, mas apenas aponta para um primeiro trimestre que pode ser um pouco sem brilho”, afirmou De Lima.

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