Uma coluna de fumaça foi vista na manhã desta quarta-feira, 4 de março, nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano, perto do principal Aeroporto Internacional Rafic Hariri, de acordo com imagens da agência de notícias Reuters.
O aeroporto segue em operação, mas a maioria dos voos internacionais foi cancelada, conforme indicado no painel de chegadas. Um voo da companhia aérea Middle East Airlines (MEA) pousou às 8h25, horário local, segundo o site do aeroporto.
O Exército israelense havia emitido anteriormente um “alerta urgente” para que moradores evacuassem os subúrbios ao sul da cidade, especialmente o bairro de Haret Hreik.
Na manhã desta quarta-feira, um ataque israelense atingiu um prédio residencial de quatro andares na cidade libanesa de Baalbek, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas e ferindo outras 15, segundo a mídia estatal do Líbano.
Os bombardeios israelenses no Líbano continuaram na manhã desta quarta-feira. Anteriormente, o Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque aéreo em Aramoun, ao sul da capital Beirute, causou a morte de pelo menos seis pessoas.
Em meio às crescentes tensões, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado, 28 de fevereiro, relacionados ao programa nuclear iraniano. O Irã retaliou contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Na noite de domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma vítima dos ataques, o que gerou uma ameaça de retaliação contínua por parte do Irã.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a vingança pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, especialistas alertam contra uma escalada do conflito.


