Petrobras afirma que política de preços protege consumidor de volatilidade externa

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Petrobras reafirmou que sua política de preços visa evitar o repasse para o consumidor de valores afetados por cenários de volatilidade externa, como o atual contexto de tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Em nota divulgada, a empresa estatal destacou que monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e seus possíveis desdobramentos para o mercado brasileiro.

A petroleira estabelece como premissas a prática de preços competitivos com as principais alternativas de suprimento e o não repasse da volatilidade externa para os preços internos.

“”Dessa forma, considerando as nossas melhores condições de refino e logística, proporcionamos períodos de estabilidade de preços para os nossos clientes evitando a prática de reajustes diários, para cima e para baixo, adotada no passado”, afirmou a empresa.”

A Petrobras enfatizou que a nova prática de definição de valores, que substituiu a política de paridade de preços internacional, é especialmente importante em momentos de alta volatilidade, como o atual.

A companhia já havia informado na segunda-feira, 2 de março, que neste momento não há risco de interrupção das importações e exportações de petróleo.

Em outra nota, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito envolvendo o território iraniano.

A estratégia de rotas alternativas, segundo a Petrobras, proporciona segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens.

Especialistas do setor alertam que o conflito no Oriente Médio pode impactar o bolso do consumidor, com estimativas de que os custos da guerra para Israel cheguem a cerca de US$ 3 bilhões por semana.

Analistas também projetam que a inflação pode fechar 2026 em alta de 4,40%, segundo projeções recentes.

A empresa Vale suspendeu viagens ao Oriente Médio e monitora os impactos do conflito em suas operações.

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