Divisão nos EUA sobre apoio à guerra contra o Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Pesquisas de opinião indicam que a maioria da população dos Estados Unidos é contrária à guerra contra o Irã. No entanto, a elite política em Washington está dividida, com resoluções em tramitação no Congresso para obrigar o presidente Donald Trump a recuar da guerra.

Os republicanos, do partido de Trump, apoiam a agressão contra Teerã, embora haja divergências na base do movimento Make America Great Again (Maga). A maioria dos democratas questiona a legalidade da guerra, argumentando que não foi autorizada pelo Congresso, conforme exige a legislação do país.

Algumas manifestações contra o conflito foram registradas em cidades norte-americanas, mas os atos não ultrapassaram poucas centenas de participantes. Ao mesmo tempo, atos em comemoração à morte do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorreram nos EUA, especialmente entre comunidades da diáspora iraniana anti-regime.

A mídia dos EUA apresenta uma variedade de posturas, com alguns veículos apoiando abertamente a guerra, enquanto outros criticam a condução do conflito por Trump, mas elogiam os esforços para derrubar o regime iraniano. O professor Rafael R. Ioris, da Universidade de Denver, avaliou que a oposição à guerra ainda não é significativa.

““A insatisfação contra a guerra no Irã é pontual e dentro das vozes já críticas ao governo Trump. Mas se houver muitas mortes, poderá aumentar as críticas. Vai depender de como a guerra evolua”, disse Ioris.”

Pesquisas recentes revelaram que apenas 27% da população aprova os ataques contra Teerã, enquanto 41% aprovam os ataques, e 69% desaprovam. Trump declarou que não se importa com as pesquisas, afirmando:

““Tenho que fazer a coisa certa. Isso deveria ter sido feito há muito tempo”,”

disse ao New York Post.

O New York Times criticou a falta de explicações de Trump sobre a guerra e a ausência de autorização do Congresso, embora defenda que a eliminação do programa nuclear iraniano seria um objetivo louvável. O Wall Street Journal, por sua vez, foi favorável à agressão, alegando que o erro seria encerrar a guerra prematuramente.

Duas resoluções para limitar os poderes de guerra de Trump estão em tramitação no Parlamento, com o Senado previsto para votar uma delas. Os democratas reclamam que o governo não explicou os objetivos da guerra, nem o risco imediato que o Irã representaria.

““Esses ataques são um erro colossal, e espero que não custem a vida de nossos filhos e filhas fardados e em embaixadas por toda a região”,”

afirmou o senador democrata Tim Kaine. Contudo, há democratas que apoiam Trump, como o senador John Fetterman, que defendeu a ação contra o Irã.

Enquanto os democratas não formam uma unidade contra a guerra, os parlamentares republicanos continuam a apoiar os esforços de Trump, embora alguns considerem mudar de posição caso a guerra se prolongue.

Compartilhe esta notícia