Os contratos futuros do milho fecharam a sessão de quarta-feira, 4 de março de 2026, com uma queda de 0,62% na Bolsa de Chicago. O vencimento para maio foi cotado a US$ 4,4375 por bushel.
Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora de Mercadorias, destacou que o cenário internacional, especialmente as tensões no Oriente Médio, impacta o mercado. Ele mencionou que os contratos chegaram a subir antes das invasões, mas rapidamente perderam força. Após oscilações ao longo da semana, as cotações retornaram praticamente aos níveis anteriores ao conflito.
““Tudo aquilo que subiu na sexta-feira praticamente já voltou para trás”,”
afirmou Rafael.
Rafael também observou que a valorização do dólar ajudou a neutralizar parte do impacto geopolítico.
““O dólar mais forte no Brasil sustentou os preços internos, enquanto em Chicago a valorização da moeda americana tende a pressionar as commodities”,”
explicou.
Nos Estados Unidos, os estoques de passagem permanecem elevados. Apesar da expectativa de redução na próxima safra, o plantio a partir de abril deve garantir uma oferta confortável, mantendo os preços lateralizados. O foco das exportações brasileiras está concentrado na soja, o que diminui a influência direta do cenário externo sobre o milho. Assim, mesmo com a volatilidade pontual, o mercado não apresenta mudanças estruturais relevantes nos fundamentos.
Os contratos futuros do trigo também encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago, com o vencimento de março recuando 1,00%, para US$ 5,6825 por bushel. A consultoria Granar informou que os preços fecharam em baixa, com fundos de investimento retomando a posição vendedora após altas acumuladas nas três semanas anteriores. A previsão de chuvas nas áreas de trigo de inverno das Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos pode melhorar as condições hídricas da safra no fim do inverno.
A cotação da soja também registrou queda na mesma sessão, com os contratos futuros recuando 0,09%, cotados a US$ 11,6950. A Labhoro Corretora destacou que o petróleo influencia diretamente as commodities globais. O mercado reagiu às sinalizações de que os Estados Unidos garantirão o fluxo do comércio marítimo pelo Estreito de Ormuz. Além disso, investidores acompanham as negociações entre China e Estados Unidos, com o governo chinês disposto a ampliar o diálogo, mas mantendo suas “linhas vermelhas”. As condições climáticas também são monitoradas, com previsão de chuvas para o Centro e Norte do Brasil, gerando preocupações em relação à colheita, enquanto na Argentina, as precipitações aliviam os temores sobre a safra.

