O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta quarta-feira, 4, que suas forças navais atacaram ou afundaram mais de 20 navios iranianos, afetando as capacidades estratégicas da Marinha do Irã.
O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, declarou que atualmente “não há um único navio iraniano em atividade no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, confirmou que um submarino da Marinha dos EUA afundou a fragata IRIS Dena, da classe Moudge, pertencente à Frota Sul da Marinha iraniana, ao largo da costa sul do Sri Lanka.
A Marinha do Sri Lanka informou que resgatou 32 tripulantes e recuperou 87 corpos após receber um sinal de socorro do navio em águas internacionais.
Além disso, a ofensiva americana atingiu o IRIS Shahid Sayyad Shirazi, da classe Soleimani, pertencente à Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), próximo à costa de Bandar Abbas, na província de Hormozgan.
Em fevereiro, durante um exercício naval no Estreito de Ormuz, o IRGC havia lançado mísseis superfície-ar do tipo Seyed-3 a partir desse mesmo navio, em preparação para um possível conflito com os Estados Unidos.
O CENTCOM divulgou vídeos que supostamente mostram os navios iranianos sendo atingidos. Autoridades americanas destacaram que a operação faz parte de uma campanha mais ampla de contenção do Irã, visando neutralizar a capacidade naval do país e proteger rotas marítimas estratégicas para o comércio global de energia.
Os ataques desta quarta-feira representam uma escalada do conflito no Oriente Médio, que foi desencadeado no último final de semana por ofensivas dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, resultando na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Em retaliação, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo. Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, afirmando que qualquer navio que tentasse cruzá-lo seria atacado.

