O governo do Rio Grande do Sul adiou o leilão do Bloco 2 de rodovias estaduais para maio. A decisão foi tomada após auditoria do TCR-RS (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul), que exigiu ajustes no edital.
O leilão estava originalmente previsto para o dia 13 de março, mas a necessidade de republicação do documento e a readequação do cronograma levaram ao adiamento. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite após reuniões entre autoridades do estado.
O adiamento ocorre em meio a uma forte movimentação dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul, que se opõem às concessões das rodovias da região e pedem a suspensão do Bloco 2. Desde janeiro, parlamentares têm se reunido na CPI dos Pedágios na assembleia legislativa local para investigar possíveis irregularidades nas concessões rodoviárias estaduais.
““Vou continuar trabalhando para que essa concessão seja definitivamente barrada”, afirmou o deputado estadual Paparico Bacchi, presidente da CPI, em suas redes sociais.”
O projeto do Bloco 2 é um dos principais ativos rodoviários do calendário de concessões deste mês, prevendo investimentos de R$ 6 bilhões ao longo do contrato. O bloco inclui estradas localizadas no Vale do Taquari e no Norte do Estado, abrangendo trechos das rodovias ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-324, RSC-453 e ERS-135, que são essenciais para o escoamento da produção industrial e agropecuária do estado.
O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, explicou que ajustes na modelagem do contrato serão realizados.
““Vamos seguir a metodologia da ANTT, que garante que quando a demanda é superior a 10% à projetada nos estados, há redução no valor da tarifa, assim como, quando é menor, há previsão de aumento da tarifa”, disse.”
Além disso, o TCE-RS reduziu em 5% a tarifa quilométrica da concessão. Apesar das recomendações de mudanças, o tribunal de contas destacou que não há irregularidades no projeto.

