O presidente Donald Trump lançou ataques contra o Irã com base na ‘boa impressão’ de que o regime iraniano planejava atacar os Estados Unidos, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quarta-feira (4).
Leavitt explicou que Trump se viu diante de uma escolha: usar as forças armadas dos Estados Unidos para atacar primeiro e eliminar a ameaça que, segundo ela, vem assolando o país há 47 anos, ou ficar inativo enquanto o regime iraniano ataca o povo americano na região. Ela classificou a inação como uma opção ‘inaceitável’ para Trump, o que influenciou sua decisão de entrar em guerra.
O momento exato dos ataques foi determinado com base em informações de inteligência que indicavam onde o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e outros líderes iranianos estavam reunidos. Leavitt destacou que isso teve impacto no cronograma da operação, mas não na decisão do presidente como um todo.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a ‘ofensiva mais pesada’ da sua história.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um ‘direito e dever legítimo’. Em resposta, Trump advertiu o Irã contra ataques retaliatórios, afirmando: ‘é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista’.
As agressões entre as partes continuam, e Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã prosseguiriam ‘ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!’.

