As autoridades do Bahrein prenderam quatro pessoas por publicarem vídeos relacionados aos ataques do Irã, conforme informou o Ministério do Interior do país nesta quarta-feira (4).
O Ministério destacou que a publicação desse conteúdo contribui para a manipulação da opinião pública e para a disseminação do medo entre cidadãos e residentes, o que pode prejudicar a segurança e a ordem pública.
Essas prisões representam a mais recente repressão à divulgação de conteúdo que o Bahrein considera favorável à agressão iraniana, um ato que o país descreveu como uma traição à nação.
O Bahrein é governado por um governo muçulmano sunita, mas possui uma população majoritariamente xiita que frequentemente expressa apoio ao Irã, um país de maioria xiita.
Recentemente, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo o Bahrein.
No domingo (1º), a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. Após o anúncio, o Irã ameaçou lançar a ofensiva mais pesada da sua história.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um direito e dever legítimo. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump ameaçou o Irã, dizendo que seria melhor que eles não realizassem ataques retaliatórios, pois, se o fizessem, seriam atingidos com uma força nunca antes vista.

