A Uefa anunciou que a decisão sobre a sede da Finalíssima entre Espanha e Argentina deve ser definida até o fim da próxima semana. O jogo estava inicialmente marcado para 27 de março, no estádio Lusail, em Doha, Catar.
A indefinição sobre a realização da partida ocorre devido a preocupações com a capacidade do Catar de sediar o evento, especialmente após a suspensão de competições no país por tempo indeterminado. Essa decisão foi tomada em meio a ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que aumentaram a instabilidade na região.
Fontes afirmaram que o Catar tem pressionado para manter a partida em Doha, já que investiu significativamente para sediar o evento. No entanto, qualquer mudança de local dependeria de um acordo entre a Federação Espanhola de Futebol (Rfef), a Uefa, a Conmebol, a Fifa e a Associação do Futebol Argentino (Afa).
A Uefa informou que “há discussões em andamento com os organizadores locais, que fizeram um grande esforço para garantir o sucesso da partida. Uma decisão final é esperada até o fim da próxima semana. Neste momento, nenhum local alternativo está sendo considerado”.
A RFEF está ciente da importância da janela internacional de março como preparação para a Copa do Mundo, que ocorrerá entre junho e julho na América do Norte. Por isso, a entidade tem pressionado por uma definição rápida, já que faltam apenas três semanas para a data prevista do confronto.
Fontes indicaram que Londres é a favorita para sediar o jogo, embora veículos de imprensa espanhóis mencionem Roma e Milão como outras opções. O Estádio de Wembley, que recebeu a edição anterior da Finalíssima em 2022, estará ocupado com um amistoso entre Inglaterra e Uruguai no mesmo dia, mas Londres possui outros estádios disponíveis.
Embora a Espanha tenha interesse em enfrentar a Argentina, a prioridade da seleção é não desperdiçar a última janela internacional antes da Copa do Mundo. Assim, a equipe considera buscar adversários alternativos, já que também tem um amistoso marcado contra o Egito três dias depois.
A Rfef, a Afa e a Conmebol não responderam aos pedidos de comentário.

