Um barco iraniano controlado remotamente e carregado com explosivos atacou o petroleiro Sonangol Namibe nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, em águas iraquianas. O navio, de bandeira das Bahamas, estava ancorado quando a pequena embarcação explodiu após a colisão, causando danos ao petroleiro.
Esse incidente é o primeiro ataque registrado dentro das águas da zona econômica exclusiva do Iraque e representa uma escalada das ameaças contra navios comerciais na região do Golfo, conforme relataram duas fontes da segurança portuária do Iraque.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que atingiu um petroleiro dos Estados Unidos na parte norte do Golfo, e que a embarcação estava em chamas. As tensões na região aumentaram após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma série de ataques contra o Irã no dia 28 de fevereiro, em meio a preocupações sobre o programa nuclear iraniano.
O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que possuem bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. A mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques realizados por forças norte-americanas e israelenses.
Após a morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que o Irã deve evitar retaliar, afirmando que, se o fizer, será atingido com uma força sem precedentes.
As agressões entre as partes continuam, com Trump afirmando que os ataques contra o Irã prosseguirão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz no Oriente Médio e, de fato, no mundo”.


