Conflito EUA x Irã: Jornalista relata a vida em Teerã durante a guerra

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Teerã, capital do Irã, enfrenta dias de terror em meio ao crescente conflito entre Estados Unidos e Irã. O jornalista Reza Sayah, correspondente na cidade, relatou a situação dramática que os civis enfrentam diariamente em entrevista.

Sayah descreveu um cenário de medo constante, com explosões diárias que aterrorizam a população. Ele afirmou:

““É horrível, eu odeio a guerra e eu queria que, de alguma forma, isso acabasse.””

Segundo ele, não há sirenes de alerta em Teerã, e os moradores só descobrem os bombardeios quando eles efetivamente acontecem.

O correspondente também relatou cenas devastadoras de civis atingidos pelos ataques aéreos.

““Vi coisas terríveis, ataques aéreos todos os dias, aquele som familiar de um jato voando e segundos depois nós ouvimos uma grande explosão,””

contou. De acordo com Sayah, muitas das vítimas são pessoas inocentes que não têm qualquer relação com o conflito.

Ele lamentou:

““Acho que as imagens horrorosas que vimos de mulheres, homens, crianças inocentes, civis em suas casas, em seus carros, em motos… E aí chega um ataque aéreo e eles são simplesmente acabados, são destruídos aos pedaços.””

Sayah mencionou também uma escola que foi atingida pelos bombardeios.

A situação pessoal do jornalista foi afetada pelo conflito. Ele relatou que precisou enviar sua filha de sete anos para longe da capital, próximo ao Mar Cáspio, após os primeiros ataques.

““No dia do ataque inicial, ela estava comigo, eu vi a terra tremendo. Eu sabia o que estava acontecendo, coloquei ela no meu carro e corri para a parte mais ao norte,””

contou.

““Agora ela está longe de Teerã, ela está perto do Mar Cáspio com a mãe dela. Eu tenho muita saudade dela, eu queria abraçá-la.””

Sobre a percepção dos iranianos em relação aos Estados Unidos, Sayah ponderou que é difícil generalizar a opinião de um país com 90 milhões de habitantes. Ele observou que, enquanto alguns iranianos não apoiam o governo atual e não se importaram com a morte de líderes, há milhões que estão em luto.

O jornalista destacou que, em geral, muitos iranianos

““adoram os americanos””

e

““se relacionam bem com a cultura americana,””

mas têm questões com o governo dos EUA.

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