Os aluguéis residenciais aumentaram 0,30% em fevereiro de 2026, após uma alta de 0,65% em janeiro. Os dados são do IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais), divulgados pelo Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira, 5 de março.
O índice acumulou uma alta de 4,05% nos 12 meses até fevereiro, em comparação a um avanço de 5,62% nos 12 meses encerrados em janeiro. O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, avaliou que “os números relativamente estáveis em capitais como São Paulo, não refletem, necessariamente queda na demanda por imóveis para locação, mas podem indicar um mercado com maior normalização de preços após um período de forte alta”.
Ele acrescentou que “mesmo em mercados aquecidos, os preços elevados não se mantêm descolados por muito tempo do preço em que o consumidor está disposto a pagar”. Para 2026, o comportamento esperado para os aluguéis é de menor volatilidade nas taxas mensais, mas sem indicativo de queda em 12 meses.
O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Anteriormente, a FGV coletava informações de anúncios de imóveis residenciais para locação, e não os valores efetivamente negociados.
Nos resultados das quatro capitais que integram o índice da FGV, o aluguel residencial em São Paulo passou de um aumento de 0,63% em janeiro para alta de 0,03% em fevereiro. No Rio de Janeiro, o índice saiu de alta de 0,57% para elevação de 0,63% no período; em Belo Horizonte, de aumento de 0,53% em janeiro para alta de 0,97% em fevereiro; e em Porto Alegre, de alta de 0,78% para aumento de 0,19%.
No acumulado em 12 meses, os aluguéis avançaram 2,76% em São Paulo; 8,15% em Belo Horizonte; 7,85% no Rio de Janeiro; e 0,82% em Porto Alegre.

