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Educação

Pai indiciado por intolerância religiosa após acionar PM por desenho em escola

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 13:48
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Civil de São Paulo indiciou um homem pelo crime de intolerância religiosa. O indiciamento ocorreu após o pai acionar a Polícia Militar devido a um desenho de Iansã, divindade da matriz africana, feito por sua filha durante uma aula.

O incidente aconteceu em 12 de novembro de 2025 na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, localizada na Zona Oeste da capital paulista. O pai, que é policial militar, ligou para a PM alegando que sua filha estava sendo obrigada a participar de aulas de religião africana.

No dia anterior, 11 de novembro, o pai já havia visitado a escola para expressar sua insatisfação e teria agido de maneira inadequada ao retirar o desenho de Iansã do mural da escola. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o inquérito foi concluído em fevereiro pelo 34º Distrito Policial (Vila Sônia) e que o caso também está sendo investigado em um Inquérito Policial Militar (IPM).

Na ocasião, os policiais permaneceram na escola por mais de uma hora e deixaram o local por volta das 17h00, acompanhados pelo pai da aluna. A diretora da escola, Aline Aparecida Nogueira, declarou que a instituição “não trabalha com doutrina religiosa” e que o currículo é centrado em um trabalho antirracista.

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O caso gerou revolta entre as famílias de alunos da EMEI, que se dispuseram a prestar depoimento sobre o ocorrido. A Secretaria Municipal de Educação também se manifestou, esclarecendo que o trabalho apresentado pela filha do pai indiciado faz parte de uma produção coletiva e integra propostas pedagógicas que incluem o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena no Currículo da Cidade de São Paulo.

O Sindicato dos Profissionais de Educação expressou apoio aos responsáveis pela EMEI Antônio Bento, afirmando que a entrada dos policiais na unidade causou constrangimento e abalo emocional na equipe escolar. O sindicato reiterou que a atividade desenvolvida tem respaldo pedagógico e repudiou qualquer violação à autonomia pedagógica e intimidação aos profissionais da educação.

TAGGED:Aline Aparecida Nogueiracultura afro-brasileiraEMEI Antônio Bentointolerância religiosaPolícia Civil de São PauloPolícia MilitarSão PauloSecretaria de Segurança Pública de São PauloSecretaria Municipal de EducaçãoSindicato dos Profissionais de Educação
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