Setor de biocombustíveis pede avanço do B16 diante da alta do petróleo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) afirmou que a escalada de tensões no Oriente Médio reforça a necessidade de o Brasil avançar na mistura obrigatória de biodiesel no diesel. A entidade destaca que instabilidades na região costumam pressionar os preços do petróleo, impactando diretamente o custo do frete, dos alimentos e a inflação no país.

Embora o Brasil seja produtor de petróleo, o país ainda depende de importações significativas de diesel. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que as importações representaram, em média, 26% da oferta interna total de diesel em 2024, chegando a 28% em outubro daquele ano. “Isso expõe o país a riscos de preço, câmbio e abastecimento”, destacou a associação.

Diante desse cenário, a APROBIO defende o avanço do atual B15 para B16 como forma de reduzir a dependência externa e ampliar a segurança energética. A entidade afirma que cada ponto percentual adicional de biodiesel na mistura significa menor necessidade de importação de diesel fóssil, menor exposição à volatilidade internacional e ao dólar, além de mais estabilidade para a logística e para os preços internos.

Além disso, a associação ressalta que o avanço da mistura deve ser acompanhado por maior rigor na fiscalização e no controle de qualidade. “É necessário aprimorar os mecanismos de monitoramento em toda a cadeia, da produção à distribuição e revenda, para assegurar que o combustível chegue ao consumidor dentro dos padrões estabelecidos”, informou.

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