O papa Leão XIV divulgou nesta quinta-feira (5) um vídeo pedindo que Deus ajude os líderes mundiais a renunciarem à guerra como forma de resolver conflitos. O apelo ocorre no sexto dia da campanha de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
“Senhor, ilumine os líderes das nações, para que tenham a coragem de abandonar projetos de morte”, afirmou o pontífice na mensagem em vídeo. Ele também disse: “Hoje elevamos nossa oração pela paz no mundo, pedindo que as nações renunciem às armas e escolham o caminho do diálogo e da diplomacia”.
O papa divulga uma mensagem em vídeo mensalmente para anunciar suas intenções de oração. A intenção para março é “pelo desarmamento e pela paz”. Não está claro se o vídeo foi criado especificamente em resposta à campanha militar dos EUA e de Israel, que resultou em uma guerra regional com ataques iranianos em Israel, no Golfo e no Iraque, e ataques israelenses no Líbano.
O Vaticano não respondeu sobre a data em que o vídeo foi gravado. O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, alertou que os ataques dos EUA e de Israel minaram o direito internacional, afirmando que as nações não têm o direito de lançar “guerras preventivas”. Ele disse: “Se os Estados fossem reconhecidos como tendo o direito à ‘guerra preventiva’… o mundo inteiro poderia correr o risco de pegar fogo”.
No vídeo, o papa pediu a Deus que ajude o mundo a compreender que “a verdadeira segurança não vem do controle alimentado pelo medo, mas da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos”.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã, dizendo: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Os ataques entre as partes continuam.
Trump também afirmou que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

