Aliados de Zema consideram ruptura com Mateus Simões em Minas Gerais

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O governador Romeu Zema, do partido Novo, pode reconsiderar sua indicação para o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro deste ano. Essa mudança pode causar um mal-estar com o atual vice-governador Mateus Simões, do PSD, que busca apoio para concorrer ao Palácio da Liberdade.

Informações do editor Lucas Negrisoli, publicadas na coluna Poder em Minas, indicam que integrantes do Partido Novo estão avaliando a possibilidade de Zema romper com Simões caso o acordo sobre a indicação do vice não seja cumprido.

O desconforto dentro do partido aumentou após uma declaração do deputado estadual Cássio Soares, presidente do PSD em Minas Gerais. Em uma entrevista recente, ele mencionou que a legenda poderia reconsiderar o entendimento que garantiria ao Novo a indicação do vice na chapa de Simões.

Fontes da cúpula do Novo, ouvidas pela Itatiaia, relataram que a fala de Soares foi mal recebida e gerou desconforto, inclusive no governador. Integrantes do partido afirmaram que Zema é “muito partidário” e que o episódio intensificou a desconfiança em relação ao acordo político.

Uma liderança do Novo comentou que existe a possibilidade de Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, retirar seu apoio ao aliado caso a negociação seja alterada. “Já havia uma desconfiança por parte considerável do Novo desde o início com esse acordo, mas a naturalidade com que o Cássio externou a possibilidade do descumprimento acendeu um alerta aqui”, disse a fonte.

A mesma liderança destacou que, se Zema decidir apoiar outro candidato, Simões ficaria em uma posição vulnerável. “Não é o Zema que precisa de palanque em Minas, é o Mateus que precisa do Zema”, afirmou.

A assessoria de Simões, quando procurada, afirmou que o acordo permanece inalterado e que a escolha do vice será responsabilidade do governador mineiro. “Não há mudança no que já foi acordado”, informou a equipe do pré-candidato.

Compartilhe esta notícia