Recomposição do FGC afetará liquidez dos bancos, afirma presidente da Caixa

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) afetará a liquidez dos grandes bancos do Brasil. A necessidade de reforço no fundo surge após o resgate do Banco Master, que ultrapassou R$ 50 bilhões.

“Se não há impacto no resultado, há na liquidez dos bancos. Os bancos S1 são muito robustos com uma liquidez elevada, mas precisamos ter a atenção devida”, declarou Carlos Vieira.

Durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta quinta-feira (5), executivos da Caixa indicaram que não haverá impacto no resultado dos bancos, devido à equação encontrada para a recomposição. Os bancos anteciparão parcelas de contribuição ao FGC e pagarão uma alíquota extraordinária.

Para mitigar os impactos, as instituições poderão direcionar recursos do compulsório para o fundo. Carlos Vieira também destacou que o caso do Banco Master servirá como aprendizado para aprimoramentos no FGC. “O mercado e a legislação sempre se aperfeiçoam a partir das crises que ocorrem. Os envolvidos, o conselho, os bancos que fazem parte do FGC terão a oportunidade de fazer com que se crie uma governança mais robusta. Entendo que isso fica como uma lição para todo o sistema e para o FGC de maneira particular”, afirmou.

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