EUA intensificam ataques ao Irã com bombas gravitacionais de precisão

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os Estados Unidos anunciaram a intensificação dos ataques contra o Irã utilizando bombas gravitacionais de precisão. A informação foi confirmada pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, na quarta-feira, 4 de março de 2026.

Segundo Hegseth, o país possui um “estoque praticamente ilimitado” desse tipo de armamento, que é considerado mais simples que mísseis sofisticados, mas altamente eficaz para destruir alvos estratégicos. A mobilização ocorre no contexto da Operação Fúria Épica, que inclui o envio de novos caças, bombardeiros e navios de guerra ao Oriente Médio.

As bombas gravitacionais são dispositivos lançados diretamente de aeronaves, que caem em direção ao alvo utilizando a força da gravidade e a velocidade do avião. Apesar de seu princípio simples, versões modernas podem alcançar alto grau de precisão com sistemas de orientação que corrigem a trajetória durante a queda.

Muitas dessas bombas recebem “kits de guiagem”, que as transformam em munições de precisão. O sistema mais conhecido é o Joint Direct Attack Munition (JDAM), desenvolvido pela Boeing, que adiciona sensores de GPS ou laser e superfícies de controle na cauda.

Autoridades americanas afirmam que o uso de bombas gravitacionais ajuda a preservar estoques de armamentos mais complexos e caros, como o míssil de cruzeiro AGM‑158 JASSM. Inicialmente, os EUA utilizaram armas de longo alcance, mas a estratégia mudou para ataques de precisão.

Para o uso seguro dessas bombas, a superioridade aérea é um fator decisivo. O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, declarou que a ofensiva entrou em uma nova fase, mudando de grandes ataques com mísseis para ataques de precisão sobrevoando o Irã.

O Pentágono informou que Washington e seus aliados já estabeleceram superioridade aérea em parte do território iraniano. A Casa Branca garantiu que as Forças Armadas americanas terão “domínio completo e total sobre o espaço aéreo do Irã em questão de horas”. Desde o início da ofensiva, mais de 2.000 alvos foram atingidos, incluindo instalações militares e navios da Marinha iraniana.

O general Dan Caine também afirmou que o número de mísseis balísticos lançados pelo Irã caiu 86% desde o início da guerra, enquanto os ataques com drones diminuíram 73% após os bombardeios americanos contra bases e plataformas de lançamento.

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