A pesquisa científica na área da saúde em Goiás avança com a divulgação dos resultados finais da oitava edição do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), anunciada na terça-feira, 3 de março de 2026, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).
No total, 34 pesquisadores doutores de diversas instituições de ensino superior tiveram suas propostas aprovadas. O edital 15/2025 do PPSUS Goiás conta com um investimento recorde de R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões oriundos do Ministério da Saúde, repassados via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e R$ 1 milhão da Fapeg.
A iniciativa visa fortalecer pesquisas estratégicas que melhorem a qualidade do atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás, além de contribuir para o avanço da ciência, tecnologia e inovação em saúde no estado.
Os objetivos do PPSUS incluem financiar pesquisas em temas prioritários para a saúde da população brasileira, promover a aproximação entre os sistemas locais de saúde, ciência e tecnologia, reduzir desigualdades regionais em ciência, tecnologia e inovação em saúde e promover a equidade no acesso e na produção do conhecimento.
Os proponentes com projetos aprovados têm um prazo de 20 dias para apresentar a documentação exigida na Plataforma Charles Darwin para fins de contratação. Os projetos devem ser executados em até 24 meses a partir da assinatura do Termo de Outorga pelo pesquisador e pela instituição executora. Os recursos concedidos variam entre R$ 40 mil e R$ 150 mil, dependendo da complexidade de cada pesquisa.
O edital foi lançado pela Fapeg em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, o Ministério da Saúde e o CNPq. O PPSUS é uma iniciativa de gestão compartilhada, com coordenação nacional do Ministério da Saúde e operacionalização em Goiás pela Fapeg, com apoio da Secretaria Estadual da Saúde.
As propostas aprovadas estão distribuídas em cinco eixos estratégicos: Programas, Políticas e Atenção em Saúde; Gestão do Trabalho e Educação em Saúde; Vigilância em Saúde; Inovação, Tecnologia e Saúde Digital; e Governança e Regulação em Saúde. Esses eixos foram definidos em um trabalho colaborativo para direcionar os esforços científicos às áreas mais críticas da saúde pública em Goiás.
Entre os projetos aprovados estão iniciativas como o desenvolvimento de plataformas bioadesivas para prevenção de lesões ocupacionais por agrotóxicos, estudos sobre necessidades energéticas em pacientes com câncer de mama, ensaio clínico sobre terapia de fotobiomodulação para controle de mucosite oral em pacientes com câncer de cabeça e pescoço, e pesquisas voltadas à vigilância e prevenção de cânceres relacionados ao HPV.
““Ao direcionar investimentos para solução de problemas prioritários e de alta relevância social e sanitária, o PPSUS em Goiás consolida-se como instrumento estratégico para qualificar a produção científica local”, afirmou o presidente da Fapeg, Marcos Arriel.”

