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Saúde

Internações por influenza no HMAP revelam baixa adesão à vacina em Goiás

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de maio de 2025 17:45
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
Internações por influenza no HMAP revelam baixa adesão à vacina em Goiás
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A baixa adesão à vacina contra a influenza em Goiás gera preocupações sobre o agravamento da doença e o impacto nos atendimentos hospitalares. No Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), um levantamento realizado pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia revelou que, nos últimos seis meses, 23 moradores da cidade foram internados com diagnóstico de influenza.

Dentre os internados, 14 (60%) pertencem ao público prioritário, que tem recomendação formal para a vacinação. Entretanto, apenas um deles havia recebido a dose da vacina, conforme verificação no sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Dados da Secretaria Estadual de Saúde indicam que apenas 20,21% das pessoas dos grupos prioritários – crianças menores de seis anos, grávidas, puérperas e idosos com mais de 60 anos – foram vacinadas contra a gripe em 2025. Em 2024, a cobertura vacinal foi de 48%, ainda distante da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A baixa adesão à vacinação já impacta os serviços de saúde. “A situação é muito preocupante. A vacina está disponível gratuitamente para os grupos prioritários, mas a adesão tem sido extremamente baixa. Estamos vendo casos graves em pacientes que poderiam estar protegidos. A influenza pode levar à internação e até à morte, especialmente entre crianças pequenas e idosos. O mais alarmante é saber que muitos desses casos são evitáveis”, afirmou Priscilla Swadda, infectologista do HMAP.

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A influenza pode evoluir rapidamente para complicações severas, como pneumonia viral ou bacteriana, insuficiência respiratória, necessidade de internação em UTI e óbito. Pacientes com doenças crônicas, como asma, diabetes, DPOC e cardiopatias, também estão mais suscetíveis a complicações. Em crianças pequenas e idosos, a evolução da doença tende a ser ainda mais rápida e grave.

A internação por influenza gera um impacto direto na estrutura hospitalar. Em muitos casos, o paciente precisa de isolamento respiratório, o que exige a interdição de leitos e redirecionamento de recursos. “É uma doença que, além de grave, é altamente contagiosa. A internação de um único paciente pode demandar quarto exclusivo, mais equipamentos de proteção, alocação específica de equipe e maior vigilância”, explicou Priscilla Swadda.

Desde 2024, a vacina contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação, ficando disponível ao longo de todo o ano para os públicos prioritários. Apesar disso, a procura ainda é baixa. Profissionais de saúde ressaltam que a vacina é segura, eficaz e continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença. A imunização contra a influenza deve ser feita anualmente, pois o vírus sofre mutações frequentes.

O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP) foi inaugurado em dezembro de 2018 e é o maior hospital do Estado construído por uma prefeitura. Administrado pelo Einstein desde junho de 2022, o hospital possui mais de 1.100 colaboradores e atende casos de alta complexidade, incluindo hemodinâmica e cirurgia bariátrica. A estrutura conta com 10 salas de cirurgia e 235 leitos operacionais, sendo 10 de UTI pediátrica, 39 de UTI adulto, 31 de enfermaria pediátrica e 155 leitos de clínica médica/cirúrgica.

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