Golpe dos nudes: criminosos são presos por extorsão no Rio Grande do Sul

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Ao menos duas pessoas foram presas nesta semana no Rio Grande do Sul, acusadas de integrar uma quadrilha de extorsão. Os criminosos criavam perfis femininos falsos nas redes sociais para atrair homens.

Após dias de contato, eles ganhavam a confiança das vítimas e solicitavam fotos íntimas, que eram utilizadas para extorquir dinheiro. O crime é conhecido como “golpe dos nudes” ou “golpe da novinha”. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, que passarão por análise.

As autoridades identificaram movimentação financeira do grupo em cerca de R$ 150 mil em apenas 30 dias. Até o momento, ao menos quinze pessoas em seis estados foram vítimas da quadrilha. A Operação Dramaturgia do Medo foi realizada nas cidades de Triunfo, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul e Guaíba.

A ação contou com a participação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). Segundo a Promotoria, “o grupo atraía vítimas por meio de perfis femininos falsos em redes sociais. Após conversas que evoluíam para a troca de imagens de cunho sexual, surgiam supostos familiares – e, em seguida, falsos delegados e promotores de Justiça – afirmando que a vítima teria se envolvido com menores de idade.”

As investigações começaram após o relato de duas vítimas de Minas Gerais sobre a chantagem dos golpistas. O envolvimento de criminosos gaúchos foi constatado nas primeiras apurações. As ameaças geravam exigências de pagamentos para evitar uma suposta responsabilização criminal.

Em um dos casos, uma vítima transferiu R$ 4.000 ao grupo, que posteriormente pressionou por uma nova transferência de R$ 30.000. Em outra ocorrência, o grupo tentou receber R$ 8.000.

“As apurações revelaram que os perfis utilizados apresentavam credenciais e IPs espalhados por vários Estados, sugerindo o uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento. A quebra do sigilo bancário identificou movimentação superior a R$ 150 mil somente em um mês, distribuída entre contas de diferentes regiões do país. Há vítimas identificadas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Roraima”, informou o MP.

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