Caixa Econômica Federal aberta a discutir aquisição de carteiras do BRB

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que a instituição está aberta a discutir possíveis aquisições de carteiras do BRB (Banco de Brasília). No entanto, Vieira descartou completamente a possibilidade de federalização do BRB e explicou como a Caixa avalia os ativos do banco do Distrito Federal.

Vieira destacou que a gestão do BRB está em boas mãos, sob o comando de um executivo de mercado que já trabalhou na própria Caixa e no Banco do Nordeste. O banco distrital decidiu, por meio de um projeto de lei, colocar ativos à disposição de um fundo de investimento.

“A Caixa participa em uma discussão, como qualquer banco de mercado, vendo se há oportunidade”, afirmou Vieira. Ele acrescentou que o Conselho de Administração da Caixa já orientou a instituição nesse sentido, e o presidente do Conselho fez uma manifestação pública sobre o tema.

“Efetivamente, nós não temos nenhuma estratégia definida nesse sentido, mas podemos conversar”, complementou Vieira sobre o interesse em adquirir carteiras do BRB. Questionado sobre uma possível federalização do Banco de Brasília via Caixa, ele foi enfático: “Isso não existe. A Caixa nunca discutiu isso e se ela fosse discutir um assunto desse, ela certamente teria outras instâncias de discussão”.

Vieira reforçou que nem o presidente da instituição, nem diretores ou vice-presidentes têm autonomia para discutir um tema dessa magnitude, pois seria uma decisão que passa por órgãos superiores à Caixa.

Além das questões relacionadas ao BRB, Vieira comentou sobre a possível criação de um fundo para gestão dos ativos dos Correios. Ele destacou que a Caixa tem grande experiência na gestão de fundos imobiliários e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), e está à disposição para discutir essa possibilidade.

“Nós sabemos que os Correios têm algo em torno de R$ 5 bilhões em imóveis, é um ativo robusto e se nós formos procurados a discutir sobre esse ponto, nós estamos à disposição”, concluiu.

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