O Brasil registrou uma taxa de informalidade de 37,5% no mercado de trabalho no trimestre até janeiro de 2026, a menor desde 2020, durante a pandemia de covid-19.
De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa redução não se deve à expulsão de trabalhadores informais do mercado, mas sim à melhoria na qualidade do emprego, que é uma das melhores desde o início da série histórica em 2012.
A menor taxa de informalidade registrada na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) foi de 36,6%, no trimestre até junho de 2020.
““Essa taxa mais baixa em 2020 é porque o trabalhador informal foi retirado do mercado de trabalho naquela época”, frisou a pesquisadora.”
No último trimestre, 284 mil pessoas deixaram de atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho aumentou em 116 mil postos, indicando que o crescimento do emprego ocorreu por meio da formalização.
Na informalidade, houve uma redução de 177 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, 75 mil empregadores sem CNPJ e 54 mil trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Em contrapartida, 15 mil pessoas a mais atuaram no trabalho familiar auxiliar e 6 mil a mais como trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
A população ocupada na informalidade caiu 0,7% em um trimestre. Em comparação ao ano anterior, o número de trabalhadores informais diminuiu em 240 mil pessoas, representando uma queda de 0,6%.

