O senador Izalci Lucas (PL-DF) reafirmou sua intenção de se candidatar ao cargo de governador do Distrito Federal, mesmo após ser preterido por seu partido, o PL (Partido Liberal). Em entrevista, ele expressou surpresa com a aliança entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a vice-governadora Celina Leão (PP), que o deixaria em uma posição desfavorável nas eleições.
Izalci Lucas planeja se reunir nos próximos 15 dias com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e com o pré-candidato ao Planalto pelo partido, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), para discutir seu futuro político. O PL já definiu seus candidatos para as eleições de outubro: Celina Leão para o governo do DF, a deputada Bia Kicis (PL-DF) para uma vaga no Senado e Michelle Bolsonaro para outra vaga no Senado.
O mandato de Izalci, que foi eleito em 2018, termina em 2027, e ele afirmou que não pretende buscar reeleição. “Eu preciso da legenda, eu não vou abandonar, eu quero o Executivo. Se o PL realmente não resolver, eu vou ter que buscar uma outra alternativa. Eu não vou ficar, porque eu não quero ir para o Legislativo, nem Senado, nem Câmara. Eu quero o Executivo”, declarou.
Uma pesquisa interna com filiados do PL indicou que quase 80% apoiam a candidatura de Izalci ao Palácio do Buriti. No entanto, a aliança entre Celina e Michelle, junto com a pré-candidatura de Bia Kicis, desagradou o senador, que se vê sem espaço e considera buscar apoio em outros partidos.
Izalci negou que haja um racha dentro do PL, mas questionou a possibilidade de Celina abandonar o pré-candidato ao Senado, o governador Ibaneis Rocha (MDB). “O Ibaneis está fora da coligação de qualquer forma. […] A Michelle tem essa preferência pela Celina, que é um compromisso que ela tinha antes, mas que fica difícil. Como é? Ele vai abandonar o Ibaneis? E, se abandonar o Ibaneis, ela vai abandonar o vice dela, que é o Gustavo Rocha? Acho difícil”, completou.
O senador também comentou sobre a incerteza do cenário político, afirmando que as candidaturas de Ibaneis e Celina “subiram no telhado”. “Se ele sair [como candidato], ele pode ser preso a qualquer momento, se ele não sair, ele vai responder no STJ. Em qualquer boteco, qualquer padaria, em qualquer discussão na cidade, todo mundo só fala do BRB, desse rombo do BRB, então não acredito na candidatura dele não, e muito menos da governadora.”

