Ouro fecha em queda com dólar forte e conflito no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ouro fechou em queda nesta quinta-feira (5) devido à valorização do dólar americano, em meio a preocupações econômicas relacionadas à guerra no Irã. Os investidores também aguardam os dados de emprego (payroll) que serão divulgados na sexta-feira (6), o que pode influenciar as expectativas sobre a economia.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou com uma queda de 1,09%, cotado a US$ 5.078,7 por onça-troy. A prata para maio também apresentou queda, de 1,20%, fechando a US$ 82,18 por onça-troy. O metal precioso chegou a abrir em alta, mas inverteu a tendência no final da manhã, à medida que o dólar e os juros dos Treasuries nos EUA se fortaleceram durante o pregão.

Analistas do Swissquote indicaram que a moeda norte-americana deve continuar em alta demanda enquanto a incerteza no Oriente Médio persistir. Eles afirmaram:

““O fato de o ouro não ter atraído fluxos mais fortes de refúgio seguro sugere que os investidores não encontram muitos lugares óbvios para se proteger.””

As preocupações com o fornecimento de energia continuam a alimentar temores de inflação nos EUA. Os investidores estão atentos ao payroll em busca de pistas mais claras sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed). O presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, comentou que o impacto econômico da guerra no Irã pode influenciar os preços e, consequentemente, a taxa de juros.

O conflito no Oriente Médio entrou no seu sexto dia. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não pediu um cessar-fogo aos EUA ou a Israel. A missão iraniana na ONU classificou como

““infundada e absurda””

a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz.

Além disso, o presidente Donald Trump expressou o desejo de se envolver na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela. O governo americano também informou ter iniciado contatos com líderes da minoria curda no Irã para fomentar uma revolta contra o regime, conforme noticiado pelo The Washington Post.

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