Serial killer de Maceió é condenado a mais de 175 anos por assassinato de idosa

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O serial killer Albino dos Santos Lima foi condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (5), na 7ª Vara Criminal de Maceió, sob a presidência do juiz Yulli Roter. Com essa nova sentença, as penas do réu ultrapassam 175 anos de prisão.

Genilda foi morta em 2019, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), a vítima foi atacada pelas costas por volta das 6h40, enquanto levava o neto para a escola. As vítimas de Albino eram escolhidas em bairros da periferia da capital alagoana.

Durante o interrogatório, Albino negou a autoria do crime e alegou que sua confissão anterior foi feita sob pressão. Ele declarou:

““Não há nenhuma prova concreta, conclusiva, que prove que sou eu. O problema é que, no dia da confissão, me colocaram na delegacia, numa cela com chão gelado, os mosquitos me mordendo e eu disse: vá, vá, vá, vá, bote logo pra mim. Mas depois pensei: rapaz, tenho que ir lá e desfazer isso porque não fui eu.””

Ele também afirmou ter transtornos mentais e se disse alvo de perseguição.

O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas contestou as alegações do réu, afirmando que o julgamento se baseou em provas concretas. Durante o interrogatório, ele disse:

““O senhor me trata por Antônio e diz que quero condená-lo. Primeiro não sou eu quem condena, são os jurados. O senhor veio bem articulado hoje, mas todo psicopata é assim.””

Vilas Boas apresentou laudos psiquiátricos que indicam que Albino não possui doença mental que comprometa sua capacidade de responder pelos crimes.

Além disso, o promotor revelou que foram encontrados arquivos no celular do acusado com nomes e datas relacionados às vítimas, incluindo pastas intituladas “mortes especiais” e “odiados do Instagram”. Ele afirmou que Albino observava a rotina das vítimas antes de cometer os ataques.

Inicialmente, outro homem, identificado como Antônio Guilherme, foi investigado, mas a análise das provas levou a polícia a concluir que Albino era o autor do crime, já que o projétil retirado do corpo da vítima não era compatível com a arma do primeiro suspeito. O filho de Genilda, Evilásio, foi chamado como testemunha de acusação, mas dispensado durante o julgamento e optou por não falar com a imprensa.

Após a decisão, o promotor Antônio Vilas Boas afirmou que o resultado representa uma resposta à sociedade. Ele declarou:

““A primeira temporada de julgamentos dele encerra hoje, parece filme de terror. O Ministério Público sai satisfeito com o resultado do seu trabalho. Obtivemos uma pena que ultrapassou os 22 anos e, mais uma vez, a sociedade alagoana fez justiça.””

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