A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve votar nesta quinta-feira (5) uma proposta que visa aprovar a continuidade das operações militares americanas no Irã.
Segundo a analista de Internacional, é esperado que o Partido Republicano e a ala trumpista consigam consolidar a maioria necessária para facilitar as ações militares planejadas pelo presidente Donald Trump.
Está em discussão o chamado “War Power Resolution”, de 1973, uma lei criada no contexto da Guerra do Vietnã para garantir que o Congresso tenha um papel central em decisões sobre política externa e, especialmente, sobre conflitos armados.
A resolução foi estabelecida para limitar a autonomia do Executivo em iniciar operações militares sem a aprovação prévia do Poder Legislativo.
No Senado americano, uma votação semelhante já ocorreu, resultando em vitória para os republicanos por margem estreita. “Um republicano votou com os democratas, só que um democrata votou com os republicanos e aí igualou o jogo, prevaleceu a maioria republicana”, aponta a analista.
Para a votação na Câmara, a analista indica que podem ocorrer defecções tanto do lado republicano quanto do lado democrata. “Do lado Democrata, existe uma ala, que alguns brincam que são os mais republicanos entre os democratas, e que costumam ser mais linha dura em matéria de política externa”, explicou.
Há também republicanos críticos à incursão militar dos EUA no Oriente Médio, seja por entenderem que não é parte da agenda “America First” de Trump, seja por preocupações com austeridade fiscal ou por traumas relacionados às guerras no Afeganistão e Iraque.
Segundo pesquisas recentes, cerca de 65% dos norte-americanos acreditam que o presidente deveria buscar autorização do Congresso para qualquer tipo de ação militar contra o Irã. Apesar desse apoio popular à consulta ao Legislativo, a configuração de poder atual ainda favorece a agenda de Trump, mesmo com algumas resistências internas.

