A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro de 2026, conforme informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (5).
Esse resultado representa uma melhora em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o saldo foi deficitário em US$ 467 milhões. Além disso, foi o maior superávit para meses de fevereiro desde 2024, que teve saldo de US$ 5,13 bilhões.
O crescimento nas exportações de petróleo foi o principal destaque do mês, apesar da queda no preço do produto. Em março, o preço do petróleo está em alta devido à guerra no Oriente Médio.
Segundo o governo, as exportações em fevereiro totalizaram US$ 26,3 bilhões, com um aumento de 28,5% na média diária. As importações somaram US$ 22,1 bilhões, apresentando um crescimento de 5,7% pela média diária.
Os principais itens exportados em fevereiro foram: óleos brutos de petróleo, com US$ 3,7 bilhões e alta de 76,5%; soja, com US$ 2,93 bilhões e aumento de 15,5%; minério de ferro, com US$ 2,09 bilhões e alta de 20,9%; carne bovina, com US$ 1,33 bilhão e crescimento de 41,8%; café não torrado, com US$ 1,02 bilhão e queda de 1,1%; e carnes de aves e suas miudezas, com US$ 856 milhões e alta de 9,8%.
No acumulado do ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 8,02 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, melhorando em comparação ao primeiro bimestre de 2025, que teve saldo positivo de US$ 1,87 bilhões. As exportações acumuladas somaram US$ 50,92 bilhões, com alta de 13,9% na média diária em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações totalizaram US$ 42,9 bilhões, com uma leve queda de 0,2% na média diária.
As exportações brasileiras para os EUA recuaram para US$ 2,52 bilhões em fevereiro, uma queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram de US$ 3,17 bilhões. As importações de produtos norte-americanos também diminuíram, totalizando US$ 2,79 bilhões, uma redução de 16,5% frente ao mesmo período de 2025.
Com esses resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 265 milhões em fevereiro de 2026. O tarifaço do presidente Donald Trump, que começou em abril, teve impacto significativo nas exportações brasileiras.
Apesar das dificuldades com os EUA, as exportações para outros mercados, como China, México, União Europeia e Oriente Médio, ajudaram a compensar os efeitos do tarifaço. As exportações para a China cresceram 38,7%, totalizando US$ 7,22 bilhões; para a União Europeia, houve alta de 34,7%, com US$ 4,23 bilhões; para o México, crescimento de 24,3%, com US$ 634 milhões; e para o Oriente Médio, aumento de 10,8%, com US$ 1,23 bilhão. No entanto, as exportações para o Mercosul caíram 19,5%, totalizando US$ 1,56 bilhão.

