O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (5) a demissão de Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna. O novo escolhido para o cargo é o senador Markwayne Mullin, republicano de Oklahoma, cuja nomeação depende da aprovação do Senado.
Trump fez o anúncio através de um post na rede Truth Social, onde afirmou: “Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado Senador dos Estados Unidos pelo grande Estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a partir de 31 de março de 2026”.
Noem, que foi chamada de “Barbie do ICE”, será enviada especial do governo, elogiada por suas ações na fronteira para reduzir o número de imigrantes. Trump comentou: “A atual Secretária, Kristi Noem, que nos serviu muito bem e obteve inúmeros e espetaculares resultados (especialmente na fronteira!), passará a ser Enviada Especial para o Escudo das Américas, nossa nova Iniciativa de Segurança no Hemisfério Ocidental, que anunciaremos no sábado em Doral, Flórida”.
Markwayne Mullin é senador por Oklahoma desde 2023 e foi lutador de MMA antes de entrar na política. Após o anúncio, ele comentou que é amigo de Noem, mas ainda não teve a oportunidade de falar com ela sobre a substituição. “Kristi é uma amiga, e ainda não tive tempo de ligar para ela. Ela recebeu a tarefa de realizar um trabalho muito difícil, e acho que ela se saiu da melhor maneira possível dadas as circunstâncias”, declarou.
Noem é a primeira secretária de gabinete a deixar o cargo durante o segundo mandato de Trump. Seu departamento vinha enfrentando críticas devido à truculência nas operações contra imigrantes e as mortes ocorridas em Minneapolis.
O governo Trump afastou dois agentes federais envolvidos na morte de um cidadão americano em Minneapolis. A investigação sobre o assassinato de Alex Pretti, um enfermeiro que foi morto durante um protesto, foi transferida do Departamento de Segurança Interna para o FBI, uma decisão que gerou questionamentos sobre a capacidade do DHS em lidar com tais investigações.
Apesar das pressões, Trump continuou a defender o trabalho de Noem à frente do DHS.

