Prefeitura de Aparecida apresenta projeto pioneiro para envelhecimento digno

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apresentou no dia 11 de dezembro, na Cidade Administrativa Maguito Vilela, os resultados do projeto ‘Fim de Vida e Cuidados Paliativos em Saúde’. A iniciativa visa promover um envelhecimento saudável e o cuidado adequado da população idosa.

O projeto, inédito em Goiás, será estendido para todo o Estado em 2026. É desenvolvido em parceria entre a SMS e o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP-UFG), coordenado pela professora doutora Marta Rovery de Souza. A apresentação contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, do superintendente de Atenção à Saúde, Gustavo Assunção, e da coordenadora da Estratégia Saúde da Família (ESF), Karina Pimentel.

Durante a apresentação, foram expostos os resultados de questionários, visitas técnicas e diários de campo, que avaliaram a acessibilidade física dos espaços e o uso de medicamentos psicotrópicos, entre outros aspectos. Mais de 120 pacientes, familiares e profissionais foram ouvidos em cinco Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) do município.

“‘Apresentamos o que vimos e analisamos em ILPIs que abriram suas portas para nós, mostrando a realidade desses locais e o perfil dos residentes, para que possamos propor iniciativas para o Município’, afirmou Marta Rovery.”

O secretário Alessandro Magalhães destacou que o projeto representa ‘um desafio fundamental para a Saúde Pública e para toda a sociedade’. Ele afirmou que as ações terão continuidade com base nos dados levantados e que os resultados serão apresentados ao prefeito Leandro Vilela.

O superintendente Gustavo Assunção ressaltou a importância de abordar a finitude da vida e a dignidade humana, mencionando que a expectativa de vida já ultrapassa os 76 anos. ‘A Saúde Pública precisa se preparar para cuidar melhor dessa população’, disse.

A coordenadora Karina Pimentel acrescentou que os dados obtidos são relevantes para a rede de Saúde Pública, permitindo avaliar o perfil da população idosa e identificar intervenções necessárias. ‘Ainda há muito a ser feito e, graças a esse projeto, estamos mais preparados para desenvolver estratégias e avançar no cuidado de quem envelhece’, afirmou.

Segundo o IBGE, o número de pessoas com 65 anos ou mais no Brasil cresceu 57,4% entre 2010 e 2022, passando de 7,4% para 10,9% da população total. O Ministério da Saúde e a OMS projetam que, até 2030, cerca de 24% da população brasileira terá mais de 60 anos, o que representa aproximadamente 50 milhões de pessoas.

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