O corpo do 3º sargento Rodrigo Silva Pereira, de 40 anos, foi sepultado na tarde desta quinta-feira (5) em Campo Belo, Minas Gerais. Ele foi assassinado a tiros quando chegava em casa, no bairro Jardim Brasil Vilela.
Segundo a Polícia Militar, o crime foi cometido por um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros homicídios na cidade e região. O sargento foi baleado na Rua João Belchior enquanto estava no carro com seu filho, que não foi atingido.
Imagens de câmeras de segurança mostraram uma moto se aproximando do veículo, onde o garupa disparou pelo menos duas vezes antes de fugir. Após ser atingido, Rodrigo perdeu o controle do carro e colidiu com um poste. Ele deixa esposa e dois filhos.
Após o crime, a Polícia Militar iniciou uma operação com várias forças de segurança para localizar os suspeitos. Quatro pessoas foram presas e um adolescente apreendido. Um dos suspeitos foi detido durante a madrugada, enquanto o segundo, apontado como autor dos disparos, morreu em confronto com a polícia.
““Ao chegar ao local onde estava homisiado esse segundo criminoso, a Polícia Militar realizou adentramento. O indivíduo portava uma arma de fogo e confrontou as equipes”, afirmou o major Marcus Paulo, da PM.”
Durante a operação, também foram apreendidas armas e drogas. Os mortos na ação policial foram identificados como Andreallys Conrado Silveira Inácio, conhecido como Feitosa, e Rodrigo Júnior Silva.
A motivação do crime, segundo a PM, está relacionada à atuação profissional do sargento. “Um dos indivíduos presos relatou que o atentado ocorreu em virtude da atuação do sargento Rodrigo. Ele estava atrapalhando as atividades criminosas do grupo”, disse o major.
Familiares de um dos mortos durante a operação contestam a versão da polícia. A namorada de Andreallys, Brenda Vitória Santos Rosa, afirma que ele foi agredido antes de ser baleado. “Ele não era uma pessoa perigosa. Quando chegaram lá, ele estava dormindo. Ele fez tudo o que pediram, colocou a mão na cabeça, e nessa hora já começaram a bater muito nele”, declarou.
A irmã de Rodrigo Júnior, Ingrid Carolina Silva, também questiona a versão da polícia: “Meu irmão não tinha arma, não tinha nada. Como isso aconteceu?”.
A Polícia Civil investiga o assassinato do sargento e as circunstâncias das mortes dos suspeitos durante a operação. A PM informou que as ações de repressão ao grupo criminoso continuarão por tempo indeterminado.
““As ações estão concentradas nos locais de maior atuação desse grupo, mas outras ações serão feitas em toda a região”, completou o major.”

