A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, conhecido como ‘Sicário’, que ocorreu na quarta-feira (4) na Superintendência da PF em Belo Horizonte.
O estado de saúde de Mourão gerou versões conflitantes. Inicialmente, a Polícia Federal informou que médicos do Hospital João XXIII constataram a morte cerebral dele. No entanto, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais contradisse essa informação, afirmando que ele permanecia em estado grave no CTI.
O advogado da família, Robson Lucas, confirmou que Mourão continua vivo e internado no CTI, com quadro gravíssimo, mas estável. Ele destacou que não há indicação para abertura de protocolo de morte encefálica no momento.
“”Eu conversei agora com o diretor do hospital, e ele prestou os esclarecimentos, deixando claro que não houve ainda uma evolução nem para pior, nem para melhor do quadro do Luiz Phillipi”, disse Robson Lucas.”
Luiz Phillipi Mourão foi socorrido após tentar se enforcar nas grades da cela, utilizando sua camisa. Os agentes perceberam a situação cerca de dez minutos depois e acionaram o grupo de pronta intervenção da PF e o Samu.
O superintendente da PF em Minas, Richard Murad Macedo, afirmou que a cela é monitorada por câmeras, sem pontos cegos, e que a gravação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal para investigação.
“”Instauramos um procedimento interno para fins de constatação e apuração de toda a dinâmica do fato ocorrido”, afirmou Richard Murad Macedo.”
Durante a operação que resultou na prisão de Mourão, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu um carro blindado avaliado em mais de R$ 700 mil, que estava sendo dirigido por um casal. O STF ordenou a prisão dos dois.
Luiz Phillipi Mourão é considerado um dos líderes operacionais de uma organização criminosa e já era réu por participação em outra organização criminosa, além de crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.


