A Eneva anunciou um lucro líquido de R$ 57 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 1,066 bilhão registrado no mesmo período de 2024. A informação foi divulgada pela companhia em um relatório financeiro nesta quinta-feira, 5 de março de 2026.
O Ebitda ajustado da empresa alcançou R$ 1,49 bilhão no último trimestre de 2025, comparado a R$ 1,24 bilhão no mesmo período do ano anterior. O resultado positivo foi impulsionado pelo desempenho operacional dos ativos, com destaque para o despacho “no mérito” das usinas do Complexo Parnaíba, localizado no Maranhão.
A Eneva também mencionou a antecipação dos contratos regulados do leilão de reserva de capacidade de 2021, que inclui as UTEs Viana, Geramar I e II, e Parnaíba IV. Além disso, houve um avanço significativo no negócio de comercialização de gás fora da malha, conhecido como “off-grid”, onde a empresa vende diretamente a clientes finais o gás natural produzido e liquefeito nas plantas do Complexo Parnaíba.
A companhia destacou a contribuição integral no trimestre dos ativos de geração térmica a gás adquiridos no quarto trimestre de 2024. A melhora no comparativo do trimestre também foi influenciada pela ausência do “impairment” de R$ 634,7 milhões, que havia sido registrado no quarto trimestre de 2024 nas térmicas a carvão, como Itaqui e Pecém II.
A receita líquida da Eneva subiu 24,5% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 6,05 bilhões. O fluxo de caixa operacional ficou em R$ 1,317 bilhão no período, apresentando uma alta de 15,6% em relação ao ano anterior, apoiado pelo resultado operacional e por variações positivas de outros ativos e passivos.
Ao final de dezembro de 2025, a dívida líquida da Eneva somava R$ 17 bilhões, com uma alavancagem medida por dívida líquida/Ebitda de 2,61 vezes.

