O Ministério do Interior de Cuba confirmou nesta quinta-feira (5) a morte de um ocupante da lancha que entrou em confronto com o exército cubano na semana passada. Com isso, o total de mortos no incidente chega a cinco.
Na última quarta-feira (25), militares cubanos dispararam contra ocupantes de uma embarcação com matrícula da Flórida, nos Estados Unidos. O governo cubano informou que todos os 10 ocupantes da lancha eram cubanos residentes nos EUA.
Uma nota oficial divulgada após a detenção de dois sobreviventes afirmou que eles pretendiam “realizar uma infiltração com fins terroristas”. O ministério também mencionou que foram encontrados fuzis de assalto, pistolas, coquetéis Molotov e outros equipamentos de estilo militar na embarcação.
A lancha foi detectada a cerca de 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha. Uma unidade das Tropas Guardafronteiras, composta por cinco militares, se aproximou para identificar a lancha, momento em que os ocupantes abriram fogo contra os agentes cubanos.
“”Vamos descobrir o que aconteceu e responder de acordo”, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a investigação independente que os EUA abriram para apurar o incidente.”
Rubio também declarou que a investigação verificará se os mortos eram cidadãos dos EUA. O Ministério do Interior cubano informou que, como resultado do confronto, quatro “agressores” foram mortos e seis ficaram feridos, incluindo o comandante da embarcação cubana, que também foi ferido.
O incidente ocorre em um contexto de aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump impôs um embargo ao envio de petróleo a Cuba, agravando a crise energética no país. Nesta quarta-feira, Cuba reafirmou sua disposição de proteger as águas territoriais e destacou que a defesa nacional é fundamental para garantir a soberania e a estabilidade na região.
As autoridades cubanas informaram que o caso segue sob investigação.

