Estudo revela que 12 mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas em 2025

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A cada 24 horas em 2025, aproximadamente 12 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência, segundo o estudo “Elas Vivem: a urgência da vida”, da Rede Observatórios da Segurança. O levantamento monitorou nove estados brasileiros ao longo do ano.

O estudo revelou que 4.558 mulheres foram vitimadas, representando um aumento de 9% em relação a 2024. Entre os tipos de violência registrados, houve um crescimento alarmante nos casos de violência sexual e estupro, que aumentaram 56,6%, passando de 602 para 961 casos.

O perfil das vítimas é preocupante: 56,5% eram crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos. As ocorrências mais frequentes foram tentativa de feminicídio e agressão, totalizando 1.798 registros. O estudo também analisou outros tipos de violência, como agressão verbal, cárcere privado, dano ao patrimônio, feminicídio, homicídio, sequestro e supressão de documentos.

Entre os nove estados analisados, São Paulo e Amazonas lideram o ranking de ocorrências. Em São Paulo, entre 2020 e 2025, foram registrados 5.881 casos de violência de gênero, com mais de mil ocorrências anuais desde 2023. Somente em 2025, foram 1.065 casos, dos quais 549 foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

O Amazonas ocupou a segunda posição, com 1.023 casos, apesar de ter uma população quase dez vezes menor que a de São Paulo. O estado registrou 54 mortes de mulheres, incluindo homicídios, feminicídios e transfeminicídios. Entre as 353 vítimas de violência sexual, 78,4% tinham entre 0 e 17 anos.

A metodologia da pesquisa envolveu um monitoramento diário das notícias publicadas na mídia sobre violência e segurança pública. As informações foram coletadas de diferentes fontes e registradas em um banco de dados, que passou por revisão e consolidação. A Rede de Observatórios destacou que esse monitoramento permite identificar casos com evidências de violência contra mulheres, que nem sempre são tipificados dessa forma pelas autoridades.

Compartilhe esta notícia