Nove países boicotam cerimônia de abertura da Paralimpíada de Inverno 2026

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Comitê Paralímpico Brasileiro anunciou que os esquiadores Cristian Ribera e Aline Rocha serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, que ocorrerá nesta sexta-feira (6), às 16h (horário de Brasília), na Arena di Verona, na Itália.

No entanto, nove países europeus confirmaram que boicotarão a cerimônia. As nações alegam protesto contra a participação de atletas russos e bielorrussos competindo sob a bandeira nacional. Além disso, o conflito no Oriente Médio também é um fator que pode impactar o evento.

Na última terça-feira (3), o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) informou que a República Tcheca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Polônia, Holanda e Ucrânia não participarão da cerimônia. Na quarta-feira (4), a Alemanha também se juntou ao grupo de países que farão o boicote.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia é a principal razão para a exclusão da Rússia e sua representação na Olimpíada recém-terminada. Atletas russos e bielorrussos puderam participar de forma independente, não sob seus comitês olímpicos, e o mesmo critério será aplicado na Paralimpíada.

O IPC também informou que o fechamento do espaço aéreo em partes do Oriente Médio pode impactar a chegada de participantes e autoridades aos Jogos. A entidade não comentou a situação específica de mais de 50 delegações nacionais.

As Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina ocorrerão entre 6 e 15 de março, com a cerimônia de abertura na histórica Arena de Verona, localizada a cerca de 170 km de Milão. O IPC espera um número recorde de competidores, com mais de 600 atletas confirmados, embora o total final ainda dependa de validação nos próximos dias.

Entre os inscritos, estão dez atletas da Rússia e Bielorrússia. Israel deve enviar uma esquiadora alpina, enquanto o Irã será representado por um atleta no esqui cross-country.

O presidente do Comitê Paralímpico da Itália, Marco Giunio De Sanctis, alertou que o cenário internacional pode ofuscar um momento importante para os competidores.

““A situação é realmente preocupante e lamentável. Os impactos desta guerra podem ser múltiplos”,”

afirmou Craig Spence, diretor de marca e comunicação do IPC.

De Sanctis acrescentou que há receio de que a escalada do conflito envolvendo o Irã desvie o foco da principal mensagem dos Jogos.

““É uma grande pena, porque nenhum atleta merece isso depois de tantos sacrifícios para estar aqui”,”

concluiu.

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