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Leitura: Três casos de leptospirose são confirmados em Santarém em 2026
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Saúde

Três casos de leptospirose são confirmados em Santarém em 2026

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 06:01
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) do Pará confirmou que, nos primeiros meses de 2026, foram registrados ao menos três casos de leptospirose em Santarém, no oeste do Pará.

A atenção deve ser redobrada no período das chuvas, conhecido como “inverno amazônico”. A doença é transmitida pelo contato com água contaminada de enchentes, o que exige que a população esteja atenta aos cuidados necessários para evitar a infecção.

De acordo com a coordenadora estadual de Zoonoses da Sespa, Elke Abreu, as pessoas contraem leptospirose ao entrar em contato com água contaminada e apresentarem ferimentos na pele. Ela ressaltou:

““No entanto, a doença também pode ser contraída pela mucosa e pele íntegra quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminada, e ainda pelo consumo de alimentos ou água também contaminados.””

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A Sespa já havia alertado sobre o risco de contrair leptospirose em áreas alagadas. Em 2025, o oeste do Pará foi identificado como uma região de alerta para a doença, com Óbidos registrando 16 casos. Em 2026, Santarém contabilizou três casos, o que, embora baixo, é um sinal de alerta para os cuidados que a população deve ter.

Entre as recomendações estão: evitar acúmulo de lixo e água parada; proteger os pés ao andar em áreas alagadas; beber água tratada; não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis para roedores; não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores; e evitar tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.

A Sespa também orienta que, ao sentir qualquer sintoma relacionado à doença, é importante buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou na Unidade de Pronto Atendimento (Upa).

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela leptospira, uma bactéria encontrada na urina do rato. O animal contaminado não adoece, mas a leptospira liberada por ele pode viver por meses em esgotos e locais onde urina. Quando chove, a água leva a bactéria para a superfície, aumentando o risco de infecção em pessoas. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e dor muscular, especialmente na panturrilha, que surgem geralmente oito dias após o contato com água contaminada.

TAGGED:Elke AbreuepidemialeptospiroseParáSantarémSecretaria de Estado de Saúde Pública do Pará
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