O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na quinta-feira, 5 de março de 2026, novos documentos do FBI relacionados ao caso de Jeffrey Epstein. Os materiais incluem depoimentos de uma mulher que afirmou ter sido agredida pelo presidente Donald Trump, após ser apresentada a ele por Epstein.
Os documentos não haviam sido divulgados anteriormente devido a um erro de marcação como “duplicados”, conforme informado pelo Departamento de Justiça. A nova leva de arquivos inclui descrições de interrogatórios realizados em 2019, nos quais a mulher relatou que Epstein e Trump a agrediram sexualmente quando ela tinha entre 13 e 15 anos.
Em um dos depoimentos, a vítima afirmou que Epstein a levou “para Nova York ou para Nova Jersey” e a apresentou ao presidente. Ela contou aos investigadores que mordeu Trump quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral. Além disso, a mulher relatou que ela e pessoas próximas a ela receberam telefonemas ameaçadores ao longo dos anos, exigindo seu silêncio, o que ela relacionou aos episódios com Epstein.
Trump negou qualquer comportamento inadequado em relação às acusações ligadas a Epstein. O presidente foi amigo do financista por quase 15 anos, até uma desavença que ocorreu antes da primeira prisão de Epstein, em 2006, por abuso sexual de menor.
O Departamento de Justiça já havia declarado que alguns documentos divulgados “contêm acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente”. Os democratas acusaram o governo Trump de ocultar detalhes da investigação sobre Epstein que poderiam prejudicar o presidente e de tentar desviar o foco das falhas da Casa Branca em relação ao caso.
Na quarta-feira, uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para que ela responda a perguntas sobre como o Departamento de Justiça está lidando com os documentos do caso Epstein.

