Três policiais militares foram presos na quinta-feira, 5 de março de 2026, acusados de roubar 11 celulares de passageiros de um ônibus na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A investigação revelou que o crime ocorreu durante o expediente, com os PMs fardados, em maio do ano passado. O trio, composto pelos sargentos Joás Ramos do Nascimento e Denis Willians Neres Alpoim, além do cabo Rogério Vieira Guimarães, estava lotado em uma unidade da PM no Jardim Primavera, em Duque de Caxias.
O ônibus, que transportava 30 passageiros, foi abordado por volta de 2h por dois carros de passeio e uma viatura policial, perto de Duque de Caxias. Testemunhas afirmaram que a sirene do veículo policial não foi acionada em nenhum momento.
Os policiais revistaram o bagageiro e as malas, mas não encontraram nada. Em seguida, revistaram os comerciantes e roubaram 11 celulares que estavam com dois vendedores. Os PMs alegaram que o confisco era necessário porque os aparelhos não tinham nota fiscal.
Os comerciantes relataram que foram solicitados a ir à delegacia para explicar a origem da compra, mas os policiais negaram e deixaram o local. Posteriormente, as notas fiscais foram apresentadas. Os lojistas informaram que os celulares foram adquiridos no Brás, em São Paulo, para revenda em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, onde possuem estabelecimentos. Um deles alegou ter tido prejuízo superior a R$ 100 mil.
Os três policiais foram denunciados pelo Ministério Público por roubo qualificado no mês passado. Dos 11 celulares, dois foram encontrados com um dos policiais e sua esposa, enquanto os outros nove foram localizados com diferentes pessoas, que foram intimadas a devolvê-los.
Os quatro indivíduos que estavam nos carros de passeio ainda não foram identificados. O GPS da viatura foi utilizado como prova da participação dos policiais no crime. O Ministério Público investiga também outra denúncia de roubo de um ônibus pelo mesmo grupo, que teria abordado comerciantes em Seropédica, a caminho de Campos dos Goytacazes.

