A taxa de desemprego nos Estados Unidos deve permanecer em 4,3% em fevereiro, apesar da expectativa de uma diminuição na criação de vagas de trabalho. O relatório de emprego do Departamento do Trabalho, que será divulgado nesta sexta-feira (6), deve indicar um quadro de estabilidade no mercado de trabalho.
As contratações no setor de saúde devem retornar a tendências normais após um aumento desproporcional em janeiro. Economistas destacam que o mercado de trabalho enfrentou dificuldades em 2025, em parte devido à incerteza gerada pelas tarifas do presidente Donald Trump.
Além disso, a guerra no Oriente Médio pode impactar a inflação, o que leva os economistas a acreditarem que o Federal Reserve não tem pressa em retomar o corte da taxa de juros. Os preços da gasolina no varejo subiram mais de 20 centavos de dólar por galão desde que os EUA e Israel iniciaram ataques aéreos contra o Irã, o que pode reduzir o poder de compra dos consumidores.
Analistas alertam que a guerra pode trazer riscos negativos ao mercado de trabalho, aumentando a volatilidade no mercado de ações e fazendo com que famílias de renda mais alta, que são essenciais para a economia, reduzam seus gastos.
““Temos um mercado de trabalho em boa forma, mas não tão bom quanto em 2023 e 2024”, disse Gus Faucher, economista-chefe da PNC Financial.”
As estimativas indicam que a economia dos EUA deve ter criado 59.000 vagas de emprego fora do setor agrícola em fevereiro, após 130.000 em janeiro. As previsões variaram de uma perda de 9.000 empregos a um aumento de 125.000.
Uma greve de 31.000 trabalhadores do setor de saúde na Califórnia e no Havaí também pode impactar os resultados. Em janeiro, a criação de vagas no setor de saúde foi de 82.000, mais do que o dobro da média mensal de 33.000 em 2025.
Economistas atribuíram o aumento anormal ao modelo utilizado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho para estimar as variações de emprego, que foi atualizado no relatório de janeiro e que acrescentou cerca de 70.000 vagas no mês.

