Polícia solicita prorrogação da prisão de PM suspeito de desaparecimento de família no RS

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Civil solicitou à Justiça, na quinta-feira (5), a prorrogação da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Cristiano foi preso no dia 10 de fevereiro e a prisão temporária, que tem duração de 30 dias, termina na próxima semana, podendo ser estendida por mais 30 dias.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde os dias 24 e 25 de janeiro. O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, informou que está ciente do pedido de prorrogação e que se manifestará nos autos. Ele destacou que Cristiano e sua família têm colaborado com a investigação, fornecendo senhas de aparelhos eletrônicos e indicando testemunhas.

Na mesma data, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um amigo do PM, que não é investigado, mas foi citado por Cristiano como alguém com quem teria jantado na noite do desaparecimento de Silvana. Durante a busca, foram apreendidos um celular, um pen drive, um HD externo e um videogame. O celular será analisado para verificar geolocalização e mensagens trocadas com o suspeito.

O amigo do PM relatou à polícia que passou a noite de 24 de janeiro na casa de Cristiano, onde também estava o filho do suspeito, e que jogaram videogame até a madrugada do dia 25. O advogado de Cristiano expressou surpresa com a busca na casa do amigo, afirmando que ele é uma testemunha indicada pela defesa.

A Polícia Civil está realizando buscas em várias áreas da Região Metropolitana de Porto Alegre, com foco em matas de Gravataí e Cachoeirinha, além de trechos do Rio Gravataí. As buscas foram iniciadas em 26 de fevereiro, com base em informações obtidas no celular do PM suspeito. O delegado Anderson Spier, responsável pela investigação, não divulgou os locais exatos das buscas.

As investigações também levaram a polícia a um sítio da família do investigado e a outra propriedade dos Aguiar. A polícia busca esclarecer a identidade do proprietário de um carro vermelho que entrou na casa de Silvana no dia do desaparecimento e aguarda o resultado da perícia de amostras de sangue encontradas no pátio da residência da vítima.

O desaparecimento da família Aguiar foi formalmente registrado nos dias 27 e 28 de janeiro. O ex-marido, Cristiano, comunicou o sumiço de Silvana e uma sobrinha informou à polícia que os pais dela também não foram mais vistos. O caso é tratado como crime pela polícia, que descartou a hipótese de sequestro.

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