Mulheres ganham destaque em liderança no agronegócio do Tocantins

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No Tocantins, a presença feminina no agronegócio tem crescido significativamente. Cada vez mais mulheres estão assumindo a gestão de grandes propriedades, liderando sindicatos rurais e ocupando cargos em entidades representativas.

Essas mulheres não apenas administram fazendas, mas também conduzem equipes, planejam safras, negociam contratos e representam o setor em espaços institucionais. O avanço é notável tanto na produção quanto na articulação política e técnica.

Em 2022, dois grupos de mulheres do agronegócio do Tocantins foram reconhecidos nacionalmente pela revista Forbes na lista “50 Grupos de Mulheres do Agro Brasil”. O MAT – Mulheres do Agronegócio Tocantinense, fundado em 2017 em Araguaína, conta com mais de 100 integrantes e promove encontros técnicos e workshops. O AMA TO Brasil – Aliança das Mulheres do Agronegócio, criado em 2019 pela produtora e advogada Inara Mota Rodrigues Machado, reúne cerca de 240 mulheres, principalmente do Tocantins e do Maranhão.

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, afirma que o movimento reflete uma transformação gradual no campo. “A mulher sempre esteve presente no agro, mas muitas vezes nos bastidores. Hoje ela ocupa espaços de decisão e conduz propriedades com visão estratégica. O protagonismo feminino no campo não é tendência, é realidade”, disse.

Entre as líderes destacadas estão Flávia Germendorff, diretora financeira da Aprosoja e presidente do sindicato rural de Natividade, e Simone Sandri, que preside sindicatos rurais e apoia os produtores. Flávia enfatiza que a presença feminina tem ampliado a forma como as decisões são tomadas, trazendo um olhar mais atento às pessoas e aos detalhes.

“”Assumir e reestruturar um Sindicato foi e é um desafio, mas isso não me paralisou. A presença feminina tem ampliado a forma como as decisões são tomadas”, afirmou Flávia Germendorff.”

Simone Sandri destaca que as mulheres têm fortalecido pautas como sucessão familiar, capacitação técnica e responsabilidade social. “A mulher no agro não está apenas na produção. Ela participa da gestão e da construção do futuro do setor”, afirmou.

A advogada e pecuarista Ana Carolina Flôres, ligada à Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Tocantins, ressalta a importância da participação feminina em discussões técnicas. “A presença feminina em discussões técnicas é, antes de tudo, uma construção de futuro”, disse.

Juliane Costa, engenheira florestal e gerente da Sinobras Florestal, destaca que o agro moderno envolve produção, conservação e inovação. “Hoje vemos mulheres atuando como engenheiras florestais, agrônomas e gestoras. O que antes era um ambiente predominantemente masculino está se tornando um espaço mais plural”, afirmou.

Durante o mês da mulher, iniciativas como o Chá das Mulheres da Aprosoja Tocantins promovem a troca de experiências e debates sobre os desafios do setor. A terceira edição do evento está marcada para o dia 14 de março, reforçando o papel feminino na construção de soluções no agronegócio.

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