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Internacional

Irã fragilizado não interessa às monarquias do Golfo, afirma especialista

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 10:28
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Um Irã fragilizado e fragmentado não seria benéfico para as monarquias do Golfo Pérsico, mesmo que estas vejam o atual regime iraniano como uma ameaça aos seus sistemas de governo. A análise é da especialista em Oriente Médio Luíza Cerioli, que questiona a ideia de que esses países desejariam a destruição do Irã.

“Eu não acredito que as monarquias do Golfo têm interesse de um Irã fragilizado”, afirma Cerioli. Ela destaca que, embora Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos mantenham posicionamentos mais críticos em relação ao Irã, outros países como Catar, Kuwait e Bahrein não desejam ver o país totalmente desestabilizado.

A especialista explica que um possível colapso do regime iraniano representaria uma fonte significativa de instabilidade para toda a região. “A possibilidade de que esse não vai ter um efeito, um spillover, não vai ter um reflexo na estabilidade regional é muito baixo”, alerta Cerioli.

Cerioli lembra que o próprio Conselho de Cooperação do Golfo foi criado durante a guerra Irã-Iraque, em resposta às preocupações com a estabilidade regional. As monarquias do Golfo têm desenvolvido economias cada vez mais dependentes do turismo e do mercado financeiro, setores que seriam gravemente afetados por uma crise regional.

Países como os Emirados Árabes Unidos e, mais recentemente, a Arábia Saudita, investem na diversificação econômica, afastando-se da dependência exclusiva do petróleo. Luíza ressalta que a questão religiosa é um fator complicador. “Existem maiorias xiitas no Iraque, na Arábia Saudita tem uma maioria xiita muito grande, exatamente na região onde tem maiores poças de petróleo”, conclui.

TAGGED:conflito no Oriente MédioConselho de Cooperação do GolfoGuerraLuíza CerioliOriente Médio
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