Mais de 40% das famílias atendidas pela CDHU são chefiadas por mulheres

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Mais de 40% das famílias atendidas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) são chefiadas por mulheres. A CDHU, maior empresa pública de promoção de moradia social do Brasil, tem desempenhado um papel fundamental na segurança habitacional desse público, que enfrenta diversas vulnerabilidades.

Nos últimos três anos, dos mais de 23,3 mil atendimentos realizados, 10,4 mil foram destinados a mulheres monoparentais, sendo que mais de 7,9 mil são mães solo. Esses dados demonstram a importância da atuação da CDHU como ferramenta de transformação social na vida de mulheres que, sem apoio do Estado, enfrentam dificuldades para adquirir um lar.

A cuidadora Cristiane Magda, de 51 anos, conquistou seu apartamento em Embu das Artes, na Grande São Paulo, por meio do financiamento habitacional da CDHU. Mãe solo de um adolescente, ela expressou sua satisfação:

““Terei segurança e independência, tudo aquilo que eu não tive antes de ter condições, principalmente por ser mãe solo.””

Alana Alves Francisco, de 28 anos, também obteve liberdade e privacidade ao conseguir um imóvel para viver com sua filha de 6 anos. Ela morava com os pais e destacou:

““É muita felicidade! Eu sempre esperei para ter minha própria casa.””

O financiamento da CDHU é facilitado, com prestações calculadas conforme a renda familiar. As famílias são selecionadas por sorteio público. Os contratos de financiamento são emitidos em nome das mulheres, garantindo que o imóvel não possa ser vendido sem seu consentimento.

Desde 2023, 19,5 mil atendimentos foram destinados a famílias com mulheres, sendo que 4,8 mil delas possuem cônjuges, mas não dependem financeiramente deles. O programa Casa Paulista também oferece a Carta de Crédito Imobiliário (CCI), que ajuda mulheres a adquirir seu primeiro imóvel.

O subsídio CCI, que varia de R$ 10 mil a R$ 16 mil, é destinado a famílias com renda de até três salários mínimos. Ellen Ferraz de Brito, de 35 anos, e Laila Gomes, de 21 anos, são exemplos de mulheres que conquistaram seus imóveis com o apoio do programa. Caroline Melo Souza, de 32 anos, também comprou seu primeiro apartamento em Piracicaba com o subsídio, ressaltando a importância da independência que a nova moradia proporciona.

Desde o início da atual gestão, o Casa Paulista já viabilizou a compra de 46,9 mil moradias na modalidade CCI, com aporte de R$ 573,8 milhões, e outros 56,2 mil imóveis estão em produção.

Compartilhe esta notícia